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Produção de veículos em agosto tem melhor resultado desde 2014

  Publicada em 06/09/2017



A produção de veículos em agosto registrou seu melhor resultado desde novembro de 2014.
 
Em relação a agosto de 2016, a alta ficou em 45,1%, com crescimento acumulado no ano de 25,5%. Os dados somam carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. Os números foram divulgados nesta quarta (6) pela Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.
 
As vendas desses segmentos cresceram 17,2% na comparação entre agosto e julho de 2017, com alta de 5,3% no acumulado de 2017. Foram emplacadas 216,5 mil unidades no último mês, melhor resultado desde dezembro de 2015.
 
Com o resultado, a Anfavea prevê que os licenciamentos chegarão a 2,2 milhões de unidades no ano, o que representa uma alta de 7,3% sobre 2016. A estimativa anterior indicava elevação de 4%. "O estoque está em 31 dias, o que consideramos ideal", diz Antonio Megale, presidente da Anfavea.
 
DE VOLTA ÀS FÁBRICAS
As empresas estão encerrando os programas de proteção ao emprego e chamando os funcionários de volta às linhas de produção, mas ainda há cerca de 6.000 trabalhadores afastados. Por outro lado, houve 1.100 contratações entre julho e agosto.
 
"Ainda temos dados expressivos de desemprego no país, mas os números que estamos apresentando mostram melhora no cenário. GM e Volkswagen anunciaram planos adicionais de investimento, em um momento ainda inicial de recuperação", afirma o presidente da Anfavea.
 
OMC
Às vésperas de um novo conjunto de regras para o setor automotivo ser definido, o programa Rota 2030, a Anfavea questiona a punição prevista pela OMC (Organização Mundial do Comércio) ao Inovar-Auto, em vigor hoje.
 
"Houve pontos positivos, os carros que colocamos nas ruas hoje são muito mais evoluídos do que tínhamos em 2011, o Inovar-Auto trouxe essa discussão à pauta. O que está sendo condenado pela OMC é a diferenciação entre nacionais e importados, com sobretaxas. Entendemos as regras da entidade, mas estamos sendo condenados por apoiar o emprego no Brasil", diz Megale. 
 
Fonte: UOL
 
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